É assim que se intitula um livro, saído já há alguns anos, no qual somos convidados a reflectir acerca da perigosidade inerente ao exercício de pensar. Claro que não é assim tão simples, mas estou a sintetizar ao máximo, até porque já li o livro há muitos anos. E, aparentemente, o título tem razão de ser. Se olharmos para a história da filosofia encontramos diversos exemplos de filósofos que foram perseguidos e confrontados de forma mais ou menos violenta devido às suas ideias. Sócrates, Aristóteles, Anaxágoras, Boécio, Bruno, Descartes, Galileu, entre outros, foram alguns dos que se viram mortos, perseguidos, censurados, em virtude daquilo que parece ser a essência da actividade filosófica, o exercício crítico. Curiosamente é raro falar-se na outra face da moeda, quer dizer, de quando são os filósofos os perseguidores, de quando são eles que se arvoram em censores e se colocam ao lado de tiranos e ditadores. E, aí, a história também começa cedo. Platão viaja para a Si...