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Relativismo (de novo)

  "É uma verdade incontroversa que pessoas de diferentes sociedades têm costumes diferentes e diferentes ideias acerca do bem e acerca do mal morais. Não há consenso mundial sobre a questão de saber que acções são moralmente boas e moralmente más, apesar de existir uma convergência considerável sobre estas matérias. Se tivermos em consideração o quanto as ideias morais mudam, quer de lugar para lugar, quer ao longo do tempo, pode ser tentador pensar que não existem factos morais absolutos e que, pelo contrário, a moral é sempre relativa à sociedade na qual fomos educados."  Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia , Gradiva, 1998, pp.98-99

Pensar Como um Filósofo

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  De Julian Baggini já tinha sido publicada a obra As Fronteiras da Razão na Filosofia Aberta. Agora, nesta colecção aparentemente renovada, surge novo título. É o primeiro desde que a editora Guerra e Paz assumiu a parceria com a Gradiva. Que a Filosofia Aberta continue com a qualidade a que nos habituou é o que se deseja. E não há razões para que assim não seja, conhecendo o trabalho que a Guerra e paz também tem feito no âmbito filosófico.

Uma boa questão

  "Se fizermos um inventário do mundo, anotando todas as coisas que existem, poderemos fazer uma lista muito longa que mencione pedras, rios, montanhas, plantas e animais. Encontraríamos edifícios, desertos, grutas, ferro e ar. Olhando para cima, veríamos estrelas e galáxias. Obviamente, nunca conseguiríamos concluir essa lista. (…)   Mas, entre todas essas coisas, onde estão os valores? Em lado nenhum, parece ser a resposta. Os valores não existem, pelo menos da mesma forma que as pedras e os rios. Considerado à margem dos sentimentos e dos interesses humanos, o mundo parece não incluir quaisquer valores."-  James Rachels, Problemas da Filosofia , Gradiva, 2009, p.251

Determinismo

  "Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: “Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Poia antes ter comido o pêssego”.  “Podia ter comido antes o pêssego.” Que quer isto dizer? E será verdade?"-  Thomas Nagel, Que Quer Dizer Tudo Isto? , Gradiva, 1995, p. 46.

Aparências

  "O mais inexorável dos factos é que se o leitor for mantido debaixo de água, afoga-se, ou que se saltar pela janela, cai. Parecemos então cativos indefesos dos acontecimentos, e na verdade de acontecimentos que vão muito além do nosso nascimento, até ao início do próprio tempo." Simon Blackburn, As Grandes Questões da Filosofia , Gradiva, 2018, p. 37.

Relativismo (2)

  Em verdade, os homens deram a si próprios todo o seu Bem e Mal (…). Antes de tudo, o homem atribuiu valores às coisas a fim de se manter -começou por criar um sentido para as coisas, um sentido humano! Por isso, ele se chama “homem”, isto é, aquele que avalia.   Avaliar é criar (…). O próprio acto de avaliar é que constitui o tesouro e a jóia de todas as coisas avaliadas.   Só mediante o avaliar é que há valor, e, sem a avaliação, a noz da existência seria oca.   Friedrich Nietzsche, Assim Falava Zaratustra , Relógio d’Água, 1998, pp.67-68

Relativismo

  "Xenófanes inaugura a doutrina do relativismo: a posição de que a verdade das coisas (…) está nos olhos do observador ou, para ser mais preciso, nos tipos de observadores em questão.  A ideia basilar aqui é que observadores diferentemente localizados irão ver as coisas do seu próprio ponto de vista. A ideia foi mais elaborada por (…) Protágoras."-   Nicholas Rescher, Uma Viagem Pela Filosofia em 101 Episódios , Gradiva, 2018, p.28.