Sobre o sentido da História (e da Filosofia)

 "Mas terá sentido falar de ´ventos da História'? A expressão corresponde sem dúvida a uma realidade, ou, mais rigorosamente, a um facto de ordem cultural. Há épocas em que os homens sentem que uma força tende a arrastá-los colectivamente, uma força com a qual não parece possível dialogar mas se apresenta imperativa e parece sentenciar - ou vens comigo ou morres! Mas esse facto psicológico terá fundamento fora do plano subjectivo? Sabe-se como as filosofias de raiz hegeliana supõem a existência daquilo a que Spengler chamou 'almas das culturas'. E Leo Frobenius dirá: 'A cultura não é criada pelo homem. É o homem que é criado pela cultura'. Quer dizer, segundo esta concepção, não é o homem que faz a História: a História é que faz o homem. Sem poder entrar aqui na análise crítica desta teoria, direi simplesmente que a considero (ao menos na sua forma absoluta) inaceitável a uma mentalidade cristã.". - Henrique Barrilaro Ruas, Portugal no Mundo de Hoje, Coimbra, Edição da Semana dos Estudos Doutrinários, 1961, p.4. 

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