Kierkegaard
Na década de 1980 quem estudasse Filosofia no ensino secundário encontrava um programa bem diferente daquele que existe actualmente. Numa abordagem mais próxima da história das ideias, estudavam-se autores hoje completamente ausentes. No 12ºano aqueles que seguiam a via das humanidades deparavam-se com o inevitável Kant, mas também com Hegel e, dependendo do tempo e da boa vontade docente, Kierkegaard, Nietzsche e Marx.
Hoje há lógica, falácias, pouco Kant, algum utilitarismo, pouco Descartes e nenhum Galileu, alguma filosofia da ciência e etc, variedade quanto baste, mas pode sair-se do ensino secundário sem nunca se ter ouvido falar de alguns dos nomes centrais da história da filosofia. O aluno, se quiser, que pesquise por si. E, assim sendo, aqui fica a sugestão. Ausente das aprendizagens essenciais (agora já nem sequer existem programas), sem espaço sequer na filosofia da religião, Kierkegaard terá de ser descoberto pela iniciativa de cada um. Felizmente ainda há quem o estude e nos ofereça boas obras.
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