Arte

 Este modo românico de celebrar a maternidade divina começou progressivamente a ser posto em causa entre os religiosos e os crentes a quem os progressos demográficos e civilizacionais dos séculos XII e XIII geravam a vontade de vivência de um sagrado mais próximo e individualizado. As imagens da maternidade sagrada começam a abandonar as composições solenes e hieráticas. A arte gótica introduz decisivas inovações formais e conceptuais. As esculturas da Nossa Senhora e do Menino abandonam as até aí preponderantes funções de símbolo da fé e do dogma, ganhando a naturalidade, o movimento e a diversidade formal que melhor as podiam aproximar dos crentes.”- Ana Rodrigues Oliveira, O Amor em Portugal na Idade Média, Manuscrito, 2020, p.272.

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