Liberdade

 

“Otto Dix (…) durante o seu serviço na frente, viu suficientes salvas de artilharia para reconhecer uma espécie de Gólgota no rescaldo dos ataques (…). Mas Dix (…) recusava-se a considerar que o sofrimento de Cristo tivesse servido algum propósito. Imaginar que servira qualquer fim era apegar-se aos valores de um escravo ‘Ser crucificado, conhecer o mais profundo abismo da vida’ era a sua própria recompensa. Quando Dix se alistou, em 1914, fê-lo porque queria conhecer os extremos da vida e da morte (…). Só na inebriação de experiências deste tipo é que um homem podia ser mais do que um homem: um Ubermensch [super-homem]. Ser livre era ser grande; e ser grande era ser terrível. Não fora a Bíblia a ensiná-lo a Dix” - Tom Holland, Domínio, Vogais, 2022, p.511-512.

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